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Por desrespeito às ciclofaixas, Salvador multa mais de 150 carros por mês

Por desrespeito às ciclofaixas, Salvador multa mais de 150 carros por mês

Na capital baiana, ciclistas arriscam a vida para desviar de veículos que invadem as faixas exclusivas e estacionam de maneira irregular.

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É muito provável que você já tenha visto carros estacionados por motoristas irresponsáveis em locais proibidos, como faixas exclusivas para bicicletas, por exemplo. Em Salvador, esta situação parece estar dando trabalho para os órgãos de trânsito e, principalmente, para os ciclistas, que precisam desviar de suas vias por causa de pessoas que não seguem a lei.

De acordo com a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), nos dois primeiros meses de 2018, foram notificados 285 veículos por estacionamento irregular em ciclofaixas. Em 2017, a capital baiana acumulou um total de 1.859 multas pelo mesmo motivo, uma média de 154 por mês.

Ainda segundo o órgão, a irregularidade corresponde a 2% do total de multas emitidas no trânsito da cidade. Cada infrator identificado foi multado em R$ 195,23, valor estabelecido Código Trânsito Brasileiro (CTB), perdeu cinco pontos na carteira de habilitação e teve o veículo removido.

Segundo a Transalvador, a ciclovia do aeroporto é que a mais sofre com o desrespeito dos motoristas, seguida pela ciclofaixa de Pernambués. As situadas no Porto dos Mastros, na Cidade Baixa, e na avenida Antônio Carlos Magalhães também apresentaram altos índices de notificações por esta infração.

“A ciclofaixa, que deveria ser um espaço mais tranquilo para trafegar, acabou virando um pesadelo para o ciclista. O problema não é apenas o carro estar no espaço que não é dele, mas a possibilidade de ser atingido por outro veículo ao tentar desviar desse obstáculo”, reclamou o ciclista Valnilson Oliveira ao jornal A Tarde.

Carlos Alexandre, que utiliza a ciclofaixa do aeroporto para ir ao trabalho, também escapou de um acidente grave por conta da imprudência alheia. Ao desviar de um veículo que estacionou de forma indevida, foi atingido pela porta do carro, aberta pelo motorista no mesmo instante em que ele tentava contorná-lo.

“A porta bateu em minha perna e eu me desequilibrei. Por pouco não fui arremessado para cima do carro que passava do lado oposto à ciclovia. Esta não foi a primeira vez que escapei desse tipo. O que sinto é que os motoristas não tem a menor preocupação com o ciclista que está ali, dividindo o espaço com ele no trânsito”, contou.

Atualmente, a capital da Bahia conta com cerca de 200 quilômetros de malha cicloviária e, de acordo com a Transalvador, deverá instalar mais 40 km até o final de 2018.


Foto em destaque: Joá Souza/ Ag. A Tarde