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O que aprendi (e economizei) trocando o transporte público pela bike

O que aprendi (e economizei) trocando o transporte público pela bike

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Ir para o trabalho de bicicleta na cidade de São Paulo pode gerar uma grande economia, mas ainda inclui riscos e dificuldades. Em pouco mais de dois meses, é possível economizar quase 500 reais trocando o transporte público pela bicicleta, que se tornou mais uma alternativa com as ciclovias.

Desde o fim de outubro, tenho utilizado a bicicleta mais vezes que o transporte público. Passei a priorizar a bike e a fazer as contas. Em uma tabela, anotei todos os dias em que fui trabalhar pedalando e deixei de gastar 498 reais em dois meses e meio.

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A bicicleta

No trajeto entre a minha casa na Vila Maria, na Zona Norte, e o meu trabalho, que fica na Santa Cecília, no Centro de São Paulo, gasto entre 30 e 35 minutos de bike. Enquanto o trajeto de ônibus e metrô leva até uma hora e dez minutos. Além da economia de tempo, economizo quatro passagens por dia – e com o último reajuste da tarifa de ônibus, trens e metrô para R$ 3,80, minha economia diária passou a ser de R$ 15,20.

Claro que também há riscos e dificuldades na troca que fiz.

Primeiro, fisicamente. No início, eu não aguentava pedalar todo dia. Ia de bicicleta dia sim, dia não. No total, são quase 25 quilômetros de pedalada para ir e voltar. Fui adquirindo mais resistência com o tempo, aumentando gradativamente e atualmente consigo ir pedalando todos os dias – exceto nos dias de chuva em que ainda prefiro utilizar o transporte público.

Segundo, pela falta de respeito de alguns motoristas. Diariamente encontro algum carro estacionado em plena ciclovia e já fui xingado várias vezes por motoristas pelo simples fato de estar pedalando, principalmente em vias onde não há ciclovias – pouco mais da metade do meu caminho tem vias exclusivas para as bicicletas. Infelizmente, algumas frases como “vai para o parque” ou “sai do meio da rua” são frequentes, mas ainda acredito que o desrespeito vem de uma minoria.

Vista da ponte Ponte Presidente Jânio Quadros
Vista da Ponte Presidente Jânio Quadros

E por último, as condições das vias. Buracos em muitas vias atrapalham, assim como a iluminação precária em pontos, principalmente do Centro. Trabalho de madrugada e pedalo no início da noite e no começo da manhã, geralmente no escuro. Algumas vezes, a luz sinalizadora que instalei na minha bike era a única disponível e por isso a atenção deve ser redobrada.

Nas minhas contas, gastei pouco mais de R$ 1.100 com a minha bicicleta, entre a própria bike e equipamentos como capacete, bagageiro e luzes sinalizadoras. Considero sim que foi um investimento – e dos bons, com um retorno garantido. Deixei de gastar quase R$ 500 de tarifa e acredito que devo economizar todo o valor já gasto até o início de março.