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Doria já planeja mudanças na malha cicloviária de São Paulo

Doria já planeja mudanças na malha cicloviária de São Paulo

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A implantação de ciclovias e ciclofaixas durante a gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) foi uma das questões mais “polêmicas” nos últimos anos para quem mora em São Paulo. Entre erros e acertos, é inegável que o ciclismo ganhou mais espaço e a sensação de melhora na segurança fez novas pessoas pedalarem pela cidade. E novas ações estão por acontecer.

No exercício do cargo de prefeito desde janeiro deste ano, João Doria (PSDB) já visualiza a malha cicloviária paulistana com outros olhos. A ideia inicial é trocar parte das pistas exclusivas por ciclorrotas, ou seja, espaços sem separações entre ciclistas e motoristas, mas com sinalização, velocidade reduzida e lombofaixas.

“Tiveram construções de ciclovias muito boas, outras boas e outras que fazem muito pouco sentido. Queremos substituir essas últimas por cilorrotas que de fato levem ao aumento do número de ciclistas na região”, explicou Sergio Avelleda, Secretário de Transportes de São Paulo, à Folha de S. Paulo.

O bairro da Vila Prudente deverá ser o primeiro a passar pelas alterações, mas ciclofaixas como a da Rua da Consolação também estão nos planos da nova gestão, que considera o trajeto muito perigoso para quem está sobre duas rodas.

“Na subida, a ciclovia da Consolação vai ber, mas na descida é muito arriscado. Gera velocidade e tem entrada para hotel, lojas, ruas e concessionárias”, comentou Avelleda. “Precisa haver uma rota segura ao ciclista. Se ela deve ser na Consolação ou em outras vias, cabe a discussão. Se for na Consolação, precisa de tratamento mais adequado”, completou.

Dos atuais 468 km de ciclovias da maior cidade do país, 400 foram construídos durante os quatro anos da gestão Haddad, com o apoio de cicloativistas. Renê Fernandes, membro da Ciclocidade (Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo), acredita que as mudanças previstas por Doria serão um retrocesso na questão.

“As ciclorrotas só seriam efetivas se forem acompanhadas de medidas eficientes de redução do limite de velocidade e mecanisos de acalmamento do trânsito. Se a ciclovia deixar de existir na Consolação, por exemplo, será uma opção a menos para os ciclistas, o que é lamentável. As pessoas tendem a priorizar o caminho mais curto entre dois pontos”, comentou à Folha de S. Paulo.

Fotos: Marcelo Camargo/ABr